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Qual a diferença entre salame e pepperoni? Nutricionista explica

Apesar de altamente consumidos pelos brasileiros, ambos os embutidos possuem aditivos químicos, conservantes e sódio; saiba mais sobre eles a seguir:

Bruna Berti 06/11/2021 • 13:11
O salame é composto por carne de porco ou ave, vitela, gordura e temperos
O salame é composto por carne de porco ou ave, vitela, gordura e temperos
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Com aparência e textura muito semelhantes, e sabores levemente distintos, o salame e o pepperoni são altamente consumidos pelos brasileiros em lanches, pizzas ou como aperitivos. Considerados embutidos, ou seja, misturas de ingredientes envoltos em tripa animal ou sintética, o que diferencia os dois itens é a composição de carne e temperos.

Segundo a nutricionista Samanta de Oliveira, o salame é composto por carne de porco ou ave, vitela, gordura e temperos. Já o pepperoni é feito à base de carne bovina, suína e de frango, também com gordura triturada, porém a principal diferença entre ambos é a forte presença de pimenta no segundo.

Para a chef de cozinha Sabrina Kanai, o salame é mais fácil de harmonizar com outros ingredientes, por se tratar de um embutido delicado, enquanto o pepperoni costuma ser o protagonista do prato por conta do alto teor de pimenta, o que também o faz combinar com sabores mais suaves, como queijo muçarela.

O pepperoni é feito à base de carne bovina, suína e de frango, e pimentas


“Como forma de consumo, eu indicaria uma entrada de palitinho de frios, combinando salame, muçarela de búfala e rúcula com um pouco de limão. Para o pepperoni, experimentaria a ideia de cozinhar um bolo salgado ou até mesmo um muffin”, indica a chef.

O consumo diário faz mal à saúde?

De acordo com pesquisa realizada pela Consultoria Kantar, divulgada em junho deste ano, a pandemia da Covid-19 e a inflação impulsionaram o consumo de embutidos no País, atingindo 2,7 milhões de novos lares que apostam no alimento como fonte de proteína principal, por conta do preço mais baixo.

As nutricionistas Samanta e Luanna Carmalac concordam quanto aos malefícios da alta ingestão dos alimentos. Ambas sinalizam a deficiência de nutrientes, além da composição rica em aditivos químicos como problemas principais. “O nitrito de sódio, por exemplo, é adicionado para evitar a formação de bactérias nos alimentos, mas no estômago se transforma em nitrosaminas, substância com alto poder cancerígeno”, explica Luanna.

O sódio também é outro componente encontrado em excesso nos embutidos e, segundo Samanta, pode gerar picos de pressão e retenção de líquidos. “Além disso, é importante lembrar que os embutidos contêm o dobro de gorduras em comparação à carne convencional, pois além da gordura natural da carne, ainda são acrescentadas grandes doses à mistura", complementa Samanta.

Portanto, as especialistas recomendam que os embutidos não sejam consumidos diariamente, uma vez que podem conduzir ao colesterol alto e outras doenças. Caso a vontade de comer um salaminho ou pepperoni seja muito alta, Samanta indica uma pequena porção servida com salada de folhas, o que auxilia na carga nutricional.

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