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Qual a diferença entre cozinheiro e chef de cozinha? Descubra aqui

Cozinheiro e chef de cozinha não possuem a mesma função; abaixo, saiba a diferença entre as posições dentro de uma cozinha profissional:

Bruna Berti

O chef de cozinha exerce um papel mais estratégico dentro da cozinha
O chef de cozinha exerce um papel mais estratégico dentro da cozinha
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Chef de cozinha, cozinheiro, chef executivo, chef de partida e chef patissier. São muitos os nomes que envolvem as posições hierárquicas dentro de uma cozinha profissional. Mas afinal, você entende a função e diferenças entre cada um deles? Para explicar, o Band Receitas conversou com o chef Gildo Amâncio, do La Vieiras.

Segundo ele, o cozinheiro é o braço direito do chef dentro da cozinha. Responsável por importantes funções durante o processo de elaboração de um prato, como a preparação dos temperos, a manipulação dos alimentos e supervisão de toda a operação, este garante que todos os clientes recebam os seus pedidos. Além disso, cabe ao cozinheiro verificar o estado de conservação de todos os ingredientes e organização do ambiente. 

O chef de cozinha exerce um papel mais estratégico. “É ele quem cria e assina os cardápios de um restaurante e lança nas receitas detalhes que transformam cada prato em uma experiência gastronômica única. Entre as atribuições, podemos destacar a função gerencial, em que atua para manter a organização de toda a cozinha, incluindo a supervisão de todos os colaboradores que compõem a equipe”, explica. 

Já o chef executivo é o profissional responsável por planejar a preparação de alimentos, tal como modificar cardápios estrategicamente, atendendo a expectativas e padrões de qualidade. 

Enquanto isso, o chef de partida, em cozinhas maiores, é o cozinheiro responsável por uma bancada específica, podendo ser a das proteínas, acompanhamentos, das massas, entradas, e por aí vai. 

Por fim, o chef patissier, ou confeiteiro, é considerado um dos cozinheiros coringa dentro da cozinha, cuidando de todos os pratos do cardápio de sobremesas. Considerada uma das especializações mais difíceis, o confeiteiro se torna estratégico dentro de equipes. 

Para exercer a função de cozinheiro, não é necessário diploma acadêmico, explica Gildo. “Geralmente, o profissional atua há anos na área e já passou por funções como estoquista e auxiliar. No entanto, o mercado oferece dezenas de cursos livres que contribuem para a ampliação do conhecimento”, complementa. 

“Para atuar como chef de cozinha, ao menos no Brasil, com base na minha experiência, a graduação é uma questão opcional por parte do contratante. Há dezenas de estabelecimentos que contam com excelentes profissionais que não possuem diploma acadêmico”, conta ele, o qual, apesar de não ter frequentado aulas em faculdades, conseguiu conquistar espaço - e prestígio - no mercado de trabalho. 

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