Roninho

O mineiro de 46 anos se tornou referência para grandes chefs com sua quitanda, a Mercearia Paraopeba, que fica em Itabirito, a 55km de Belo Horizonte. Com sua força gastronômica, o comerciante atrai cada vez mais turistas para a cidade.

De Itabirito para o mundo: conheça Roninho, repórter de Minha Receita e dono da Mercearia Paraopeba

Da Redação, com Minha Receita 07/10/20 • 14:51 - Atualizado em 07/10/20 • 18:07
Roninho
Roninho
Reprodução

No coração de Itabirito, cidade a 55 km da capital de Minas Gerais, está localizada a Mercearia Paraopeba. A pequena venda de 24 metros quadrados recebe visitantes do mundo inteiro, mas continua focada em suas tradições: o escambo de mercadorias com produtores locais. Atualmente, o estabelecimento é administrado por Roney Almeida, mais conhecido como Roninho.

O comerciante agora se prepara para abrir as portas de sua casa e do seu coração para o Brasil inteiro. Repórter do Minha Receita, novo programa da Band que estreia nesta quinta-feira, 8, ele será responsável por mostrar o que há de melhor na culinária mineira para todo o país.

"A comidinha com angu, couve rasgada e torresminho é bom demais. A gente tem muito isso. O feijão tropeiro nem se fala, que é muito tradicional de comer. Outra coisa que a gente gosta é o tutu, porque também tem muita linguiça boa e ovo caipira. E a galinhada!", contou em entrevista ao Portal da Band.

Mas o grande segredo da região fica por conta de um pastel de angu. "Eles fazem e no recheio eles colocam o umbigo de banana, ou torresmo com couve, ou com carne, ou com queijo... Fica na criatividade de quem estiver produzindo. Na mercearia, a gente trabalha com uma família que faz esse pastel e a gente é fiel a eles", revelou.

E é essa proximidade com os produtores locais que fez a fama da pequena mercearia, de apenas 24 metros quadrados. "É um comércio diversificado. A gente trabalha com o pequeno produtor e a gente procura ao máximo comprar de pessoas da região. A gente também tem o escambo, que é a troca de mercadorias, que já vem de muitos anos. A pessoa traz uma mercadoria e troca por outra que a gente tem", contou. Outra prática bastante comum é o famoso "fiado", quando a mercearia vende para receber no futuro. "É uma maneira de ajudá-los", disse Roninho.

Com uma variedade impressionante de produtos, sempre produzidos de forma mais caseira e natural, a mercearia Paraopeba ganhou o mundo no boca a boca. "Um vai falando para o outro e a gente recebe gente de todos os lugares. Se chegou aqui, vai ser atendido a mesma coisa. O rico, o pobre, o remediado. É todo mundo igual. E isso a gente preserva até quando der. Espero que meus filhos deem sequência, igual eu dei na minha geração", finalizou.

 

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