Edson Leite

Chef e criador do projeto Gastronomia Periférica, que busca transformação social por meio da culinária. Ele já trabalhou em restaurantes de Portal e Espanha e venceu o prêmio “Responsabilidade Social”, da Prazeres da Mesa. O paulista de 37 anos é também autor do livro “Porque Criei a Gastronomia Periférica”, lançado em 2018.

Edson Leite é criador do Gastronomia Periférica e repórter do Minha Receita: “A cozinha foi um chamado”

Da Redação, com Minha Receita 07/10/20 • 15:51
Edson Leite
Edson Leite
Reprodução

“A cozinha foi um chamado”. É assim que o paulistano Edson Leite, um dos repórteres do Minha Receita, define sua relação com a profissão. O chef que viveu a infância em Osasco e no Jardim São Luiz, em São Paulo, conta que já passou por “momentos tensos” na vida, mas descobriu trabalhando em um restaurante sua verdadeira paixão. Tanto que criou o Gastronomia Periférica, que capacita pessoas da periferia.

O primeiro contato  dele com a cozinha foi em 2006, quando colocou uma mochila nas costas e se mudou para Portugal com um amigo. Lá, entregou panfleto e arrumou dois empregos: um  para lavar pratos em um restaurante e outro para ser garçom. “Um dia onde eu trampava de garçom as cozinheiras faltaram e a dona do restaurante me chamou para cozinhar”, diz.

Ele aceitou, mas não sabia nem fazer arroz na época. O jeito foi ligar para o chef de cozinha do outro restaurante onde trabalhava e pedir ajuda. “Ele me deixou no fone me ensinando. Fiquei um mês cozinhando no fone de ouvido”, lembra.

Desde então não parou mais. Trabalhou em vários restaurantes pela Europa e, sete anos depois, voltou para casa. “Vi que o lugar onde eu tinha nascido não tinha mudado. Todos meus parceiros de quanto eu era moleque estavam presos, no tráfico ou tinham morrido. Fiquei pensando o que poderia fazer e aí entendi que a gastronomia podia fazer parte do universo”, explica.

Ele passou a fazer oficinas para o aproveitando total dos alimentos e também decidiu fazer faculdade de Serviço Social. Foi aí que fundou o Gastronomia Periférica, que capacita alunos da quebrada em diferentes lugares do Brasil. “A maior parte das pessoas que participam são mulheres, pretas e mães. Descobri que a gastronomia pode ser uma ferramenta para transformação social.”

 

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